Estacionamento da Esplanada

PATRIMÔNIO MUNDIAL EM RISCO?

Em 2009 a população de Brasília se levantou contra o Mestre. Em um momento de união pela cidade, arquitetos e urbanistas, população local e a então presidência do IPHAN/DF se manifestaram contra o projeto de Oscar Niemeyer intitulado “Praça da Soberania”, localizada entre o Teatro Nacional e o Conjunto Cultural da República e em frente à Rodoviária.

O polêmico projeto previa um prédio para o “Memorial dos Presidentes da República do Brasil” e um grande obelisco com 100 metros de altura que impediria a visão livre da Esplanada dos Ministérios a partir da Rodoviária – visão livre que por sinal Lucio Costa queria desimpedida desde a concepção do Plano Piloto. Além disso o projeto incluía também um estacionamento subterrâneo para três mil carros.

Em enquete realizada à época pelo site do Correio Brasiliense, mais de 70% dos internautas foram contra a obra e em seguida uma onda de protestos tomou conta de Brasília. “Foi a primeira vez que a cidade reagiu ao anúncio de uma obra de Niemeyer”, afirmou o jornal. Além de toda a polêmica, a obra não possuía orçamento aprovado, não possuía autorização do Iphan e o então governador José Roberto Arruda – principal articulador da obra – logo em seguida deixaria o GDF. Apesar de Niemeyer ter refeito o projeto em uma tentativa de aprovação, o projeto foi engavetado.

Essa história foi contada unicamente para que a população de Brasília se lembre que, unida, pode sim ditar os rumos do desenvolvimento da cidade. Fica registrado aqui nosso apreço a Niemeyer e sua obra.

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Passados quatro anos a Esplanada dos Ministérios é palco de mais OUTRO mega projeto do  GDF, o qual tomou a mídia em 31 de janeiro de 2013 para anunciar um faraônico   complexo de estacionamentos com quatro pavimentos subterrâneos para 9.400 veículos que inclui um mini-shopping e espaço de escritórios e serviços, tudo espremido sob o canteiro central do Eixo Monumental.

Vista geral do resultado final com poços de ventilação, escadas, rampas e elevadores.

Trata-se de um projeto de grande envergadura, com mais de 340 mil m² de área construída e que impactará fortemente a configuração atual da Esplanada dos Ministérios enchendo-a de poços de ventilação, elevadores, escadas rolantes e rampas para veículos, elementos que interferirão no imponente e (às vezes) imaculado gramado cartão-postal. É importante ainda considerar que o sistema de ventilação para uma verdadeira cidade subterrânea de quatro pavimentos não é algo simples nem discreto de ser feito. Maquetes eletrônicas ilustram o projeto mas não têm obrigação de fidelidade à realidade.

Elevadores, escadas rolantes, rampas. A construção civil agradece e à sociedade sobra uma grande interrogação.

O projeto foi jogado para a sociedade via imprensa como algo já certo, já decidido e sacramentado. Por meio do vídeo institucional do GDF é possível  supor a autoria do projeto pelas logos de um escritório de arquitetura britânico com filial em Porto Alegre,  de um escritório de arquitetura gaúcho e da CPD (Companhia Paulista de Desenvolvimento) cujo site está em construção (???). Nos perguntamos qual é o nível de comprometimento com a cidade dos profissionais envolvidos com o projeto. Esse é somente um aspecto secundário do projeto. Independente de sua autoria, o projeto é absolutamente reprovável em vários aspectos: como solução para o trânsito, em termos de impacto patrimonial, impacto ambiental e impacto financeiro para a sociedade.

A Esplanada dos Ministérios é o espaço mais simbólico do Plano Piloto de Brasília. É o espaço solene da Capital da República, por excelência, coroado pela Praça dos Três Poderes a qual abriga as instituições máximas do Estado Brasileiro. Isso por si só já bastaria para que um projeto como esses fosse discutido, no mínimo, à exaustão.

Mas nada disso é considerado. O GDF desenvolve um projeto a portas fechadas e, após os detalhes estarem acertados, divulga-se um projeto de 800 milhões de reais com previsão de execução de no mínimo três anos – uma ferida aberta em pleno coração de um Patrimônio Mundial – como se fosse uma obra de um ponto de ônibus. Divulga-se a “belezura” do projeto repleto de maquetes eletrônicas e animações, vira as costas e vai cuidar de sua execução.

O ápice do Canto da Sereia é o governo afirmar na apresentação do projeto para a imprensa que “a estrutura, concebida para reduzir o déficit de vagas para veículos na área central de Brasília, é um dos instrumentos da política de Transportes do GDF“.

Ora, qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento ou de leitura de jornais sabe que nas principais cidades do mundo – que nem são Patrimônio Mundial! – todas as iniciativas relacionadas a transporte público desestimulam o uso do transporte particular, oferecendo para isso um transporte público eficiente, limpo e barato. Tudo o que o GDF não está fazendo e que fica claro com sua licitação de ônibus movidos a diesel para criar um oligopólio por 20 anos e que não prevê qualquer tipo de solução personalizada para a Esplanada dos Ministérios.

Após tomarmos conhecimento do projeto ficamos às voltas com uma série de perguntas:

  • trata-se da melhor opção para solucionar a falta de vagas na Esplanada dos Ministérios?  Aliás, essa é uma opção?
  • porque gastar quase um bilhão de reais para criar estacionamentos subterrâneos em lugar de se criar um transporte público decente que desestimule o uso de automóveis pela população?
  • que tipos de discussões houve para que se chegasse a essa solução?
  • a solução para o pior transporte público do Brasil é criar estacionamentos para veículos particulares?

Diversos detalhes da proposta deixam arrepiados quem vem acompanhando a série de “brilhantes” projetos dessa gestão do GDF mas destaca-se o fato dessa obra ser uma Parceria Público Privada (PPP), ou seja, o obra será explorada por particulares com estacionamentos pagos e a preços de mercado. Alguém acha mesmo que os atuais usuários da Esplanada irão diariamente se submeter a cancelas e caixas eletrônicos? Para responder a essa pergunta sugiro um passeio pelas redondezas dos principais shoppings do Plano Piloto.

A quem interessa esse projeto? Às empresas de engenharia ou à população? A que custo social, patrimonial e ambiental? São perguntas que precisam ser respondidas antes de que os tratores comecem a rasgar a Esplanada por longos três anos e por fim a população observe atônita o resultado daquela notícia divulgada em 31/1/2013.

Soluções mais baratas e inteligentes estão à disposição para qualquer um que se debruce sobre o problema por alguns minutos. Soluções como a volta do transporte coletivo para os servidores dos ministérios (quem sabe com ônibus elétricos para o governo dar o exemplo?) ou até mesmo a criação de linhas de micro-ônibus entre a Esplanada e os imensos e subutilizados bolsões de estacionamentos do Estádio Nacional Mané Garrincha e Ginásio Nilson Nelson seriam soluções mais óbvias e com impacto urbano e ambiental quase zero.

Em suma, não é ferindo dessa maneira o coração de um Patrimônio Cultural da Humanidade que o GDF vai solucionar os problemas de estacionamentos na Esplanada dos Ministérios. Pensar dessa maneira é “enxugar gelo”. Brasília precisa urgentemente de um sistema de transporte público eficiente, pensado de forma idônea e responsável.

Mais uma vez se torna necessário que a população de Brasília se posicione e mostre que a cidade tem quem a defenda de interesses outros que não seja o público.

ASSINE   PETIÇÃO PÚBLICA

ASSINE   AVAAZ

Os servidores da Esplanada dos Ministérios também dizem NÃO às Garagens

Pela mobilidade no trânsito em Brasília, por uma cidade saudável, com sustentabilidade, acolhimento e inovação

 

(Essas petições não foram criadas pelo Urbanistas por Brasília mas apoiamos a iniciativa. Consideramos que um transporte público de qualidade não precisa necessariamente depender da criação de novas linhas de ônibus e aquisição de mais veículos, mas sim de repensar todo o sistema com idoneidade e seriedade)

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OUTRAS OPÇÕES PARA A ESPLANADA

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54 pensamentos sobre “PATRIMÔNIO MUNDIAL EM RISCO?

  1. Vendido como está, não devemos ter enquete alguma do Correio para avaliar a aprovação de um novo “velho” projeto para a Esplanada. Vamos protetar.
    Não é possível que um governo, espero, de passagem curta, faça absurdos como este à Brasília.

  2. Absurdo! Soube disso agora e (ainda) consegui ficar boquiaberto com essas sumidades que governam Brasília! É claro que os únicos privilegiados com esse projeto é o bolso dos corruptos do GDF e o dos empresários da construção civil envolvidos… Quando a gente vê absurdos como este nossa reação automática, além do espanto, é lembrar que Brasília é a CAPITAL DO PAÍS (ouviram srs. governantes do DF?) e deveria ser a mais bem administrada do Brasil e talvez, do mundo, por gestores profissionais competentes – e não por cabos eleitorais imbecis e ambiciosos para não dizer bandidos ! Para tanto, a gente pensa logo em transformar o DF em zona não política e não eleitoral senão para presidente da república e para plebiscitos e referendos de âmbitos federais e distritais, zona esta administrada diretamente por equipe de técnicos gestores – e não políticos – nomeados pelo poder central para tal, podendo ser demitido a qualquer momento, caso não atinja o desempenho necessário, como qualquer executivo de empresa ou organização privada.
    Caso contrário, permaneceremos tendo sustos como estes, ao assistir esse verdadeiro desfile de absurdos e incompetências no GDF, governo a governo, enquanto houver interferência política e politiqueira na administração do DF. Parafraseando Estanislaw Ponte Preta de saudosa e sábia memória, só assim estancaremos esse verdadeiro FEBEAB – Festival de Besteiras que Assola Brasilia, desde o triste momento em que os lobistas inimigos da população brasiliense criaram o tal plano diretor do DF e em seguida a pedra fundamental do caos no planalto, a famigerada Câmara Legislativa!
    Assim, conclamo um movimento no sentido de banir a politicagem no DF com o lema: QUEREMOS GESTORES E NÃO POLÍTICOS!

  3. Pingback: A FERIDA NO CORAÇÃO DE UM PATRIMÔNIO MUNDIAL. | Blog do Artur Benevides

  4. O que podemos fazer? Cada dia que passa fico pensando cada vez mais na minha responsabilidade como arquiteta e cidadã nisso tudo, porquê culpar políticos é muito fácil, mas fazer algo para que um absurdo deste se instale é muito mais difícil e eficiente.Precisamos nos unir.

    • Juliana, estamos unidos no Urbanistas por Brasília com página também no facebook e um grupo de e-mails onde conversamos sobre estratégias e mobilizações. Recentemente demos origem a uma ampliação com o Movimento em Defesa de Brasília – MovBsb – e estamos atuando com abaixo-assinados e solicitação de providências por meio do Ministério Público. Também é muito importante divulgarmos essas notícias para que a população tome conhecimento do que estão fazendo com a cidade e vá a mídia pressionar o governo.

  5. Sou favor da ideia de um amplo estacionamento subterrâneo na Esplanada dos Ministérios e totalmente contra essa proposta que fere o plano urbanístico de Lúcio Costa. A ideia deveria ser amplamente discutida até encontrar um modelo que atende ambas necessidades: preservação e necessidade da comunidade. A atual proposta dos arquitetos está ridícula onde a imagem do gramado da Esplanda encontra-se visivelmente alterado. Podemos seguir o ótimo exemplo ocorrido com a construção do Metrô no Eixo Rodoviário Sul (eixão sul) que garantiu a necessária preservação com impacto mínimo no paisagismo. O abaixo-assinado aqui divulgado também entra em contradição onde combate a ideia em favor de mais linhas de ônibus. Não é por aí. Brasília, Distrito Federal e Entorno precisam de modernos meios de transporte público que atendem as necessidades básicas dos passageiros: velocidade, segurança e conforto. Não é ampliando a frota de ônibus, como pede o abaixo-assinado, que teremos a solução da crise que reina no obsoleto sistema de transporte público. Devemos ter muito cuidado com certas pesquisas dirigidas de opinião pública que vemos por aí que não respondem os anseios da toda sociedade normalmente exploradas pelas mídias. Sou apenas um cidadão pioneiro longe de ser um especialista e dono da verdade, porém conheço o dia a dia da nossa cidade e dela faço parte. Há de pensar mais com participação de toda comunidade porque Brasília é de todos.

    • Olá Josias,
      Concordamos em muitos pontos, mas definitivamente um projeto de garagens na Esplanada não deveria ser prioridade de um governo marcado pela visível decadência dos serviços públicos e qualidade de vida no DF. Muito menos um projeto megalômano, desproporcional, nitidamente abusivo incluindo um absurdo shopping subterrâneo e escritórios. O abaixo-assinado não foi proposto por nós mas achamos válido divulgá-lo como forma de mostrar que a população prontamente se mobilizou contra esse projeto. Ainda assim entendemos que a Petição solicita a melhoria do transporte público e isso é algo que todos nós queremos. O problema não é termos novas linhas, porque há pessoas que tem que pegar até 3 ônibus para chegar à região central do Plano Piloto. O problema é basear o transporte público do DF na queima de óleo diesel, com manutenção das regalias de um oligopólio que todos conhecem muito bem.
      Em suma, não é construindo garagens que vai se resolver algum problema de trânsito na Esplanada. Se o GDF não tratar com seriedade a questão do transporte público, dando uma opção viável para as pessoas deixarem o carro em casa, estará “enxugando gelo” mesmo.

      • Prezados ‘URBANISTAS’,
        Gostaria de ter acesso aos abaixo-assinados que contestam e/ou oferecem alternativas às ‘soluções’ medíocres que o governo do GDF cria, visando atacar de modo incipiente as dificuldades enfrentadas pela população do DF, com ênfase na falta de projeto sério que vise a mobilidade na nossa cidade-distrito. Vocês podem me ajudar?
        Antônio Jaime

  6. Questão complexa que exige reflexão de todos. Acho que as soluções para o transporte público, principalmente a ramificação do metrô, deveriam ser equacionadas antes de se aumentar o estacionamento.

    • Prezado Jose Antonio, esse projeto é muito drástico e deveria no mínimo ser discutido. Estamos tendo manifestações de servidores da Esplanada pedindo coisas simples como o retorno dos ônibus funcionais, certos de que isso resolveria ao menos 2/3 do fluxo de veículos atualmente. Há muitas alternativas para se melhorar a situação dos carros na Esplanada mas o GDF opta pela mais perdulária e impactante de todas.

    • Prezado Pedro Paulo,
      Antes de fazer uma escavação no coração da cidade o GDF deveria ter a responsabilidade e cautela de estudar outras opções. Há várias, muitas, e o governo só se mexeu para a mais impactante, cara e polêmica de todas. Melhorar o transporte público ao menos para a Esplanada – já que não é competente o suficiente para conseguir organizar o transporte público para o DF – já seria alguma coisa, criar opções para a utilização dos estacionamentos do Mané Garrincha e Nilson Nelson com transporte rápido até lá, até mesmo propor obras atrás dos Ministérios seria uma saída. Mas o GDF decide brilhantemente uma ATROCIDADE dessas a portas fechadas e acha que é assim que se faz as coisas? Antes de analisar somente o resultado final, se haverá ou não uma interferência visual com a Esplanada (o que aliás acontecerá sim com os elevadores, rampas, escadas, poços de ventilação e, principalmente, as rampas de entrada e saída dos carros etc), devemos pensar profundamente sobre a POSTURA de quem anda decidindo as coisas na cidade. Optar por obras caríssimas e impactantes como essa antes de ao menos tentar outras alternativas não é uma postura que esperamos de quem é gestor de um Patrimônio Mundial.

  7. Esse projeto gigante no subsolo da Esplanada é tão, mas TÃO absurdo, que me pergunto, como é que pode, TANTO desamor por Brasília, e logo por parte de quem deveria cuidar dela!! Como comentei antes, a meu ver, é admissível estacionamento subterrâneo na Esplanada, mas na escala certa, e feito direito, não essa mania de grandeza estúpida, gratuita e desnecessária! Finalmente, trata-se de um Distrito FEDERAL, e não da capital de um estado da federação chamado “Distrito Federal”. A Presidência da República não toma conta de quem cuida da sua casa? Quando o DF era no Rio, não havia governador, o que havia era prefeito nomeado pela presidência. Se não desse conta do recado, saia e entrava outro – como acontece com os ministros….

    • Prezadíssima Maria Elisa Costa,
      Compartilhamos de sua indignação e surpresa em ver algo tão descabido sendo proposto no coração de Brasíia. Realmente o que transparece é uma falta de respeito, de compromisso, de entendimento sobre o que é essa cidade. Lamentável!

    • Pois é, Maria Elisa. Brasília, ou melhor, o DF, nos seus primórdios foi exatamente assim. Tínhamos prefeitos e depois governadores, nomeados pelo poder central (presidência da república). Quem governava o DF era uma espécie de síndico, de gerente, político é verdade, mas com uma visão técnica – pelo menos até 1985, antes de José Sarney presidente – nomeado e destituído pelo presidente da república. Este esquema funcionou até março de 1991. Veja em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_governadores_do_Distrito_Federal

      Brasília nunca teve um primor de administração como teve Curitiba nos idos dos anos 1973 e posteriores, com o advento da prefeitura Jayme Lerner, que fez uma revolução urbanística naquela cidade, com um orçamento muito menor do que o do DF. Porém, quando a famigerada Lei Orgânica do DF inaugurou aqui as eleições para governador e legisladores distritais, a excelência da roubalheira e da corrupção se instalou por aqui com força. Desde então o DF atolou definitivamente nos inúmeros escândalos que se sucederam, desde a ‘criação’ escandalosa do bairro Águas Claras, no governo Roriz, passando pela abusiva grilagem de terras públicas por quadrilhas protegidas pelo GDF, passando por ‘bezerros de ouro’ vendidos ao dono da empresa aérea Gol, e culminando com a tenebrosa operação policial Caixa de Pandora que escancarou a sujeira oficial. Agora não temos mais essas histórias rocombolescas, entretanto, continuamos com as soluções tipo ‘puxadinho’, nos transportes públicos, na ocupação urbana, enfim, na precariedade dos serviços de infraestrutura de que Brasília carece há décadas…

  8. “Não haverá desembolso do governo”, disse o governador do DF – Agnelo Queiroz em (http://goo.gl/Ilp8D). Nosso governador que não é marinheiro de primeira viagem deve saber da legislação sobre PPPs – existe brecha para o dinheiro público que irá beneficiar poucos cidadãos. Quem garante que o serviço cobrado pelos estacionamentos/serviços cobrirá os custos da obras? Quem garante que o estacionamento não trará mais carros para a área central de Brasília? Quem passa por lá sabe que a Esplanada é larga, mas afunila nos sentidos Asa Norte, Asa Sul e Ponte JK. Não tô louco, eu acho, mas ouvi falar que a Copa de 2014 não teria dinheiro público e… (http://esportes.terra.com.br/futebol/copa-2014/jornal-com-85-de-dinheiro-publico-custo-da-copa-atinge-r-26-bi,55ea2b5733fac310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html). Além disso, quando a novela do VLT de Brasília continuava sem fim, o próprio governador falava de mudança cultural ao privilegiar o transporte coletivo em detrimento do individual (http://goo.gl/1RRZM). Difícil entendê-lo.

    • Prezado Robson,
      Não há garantia de nada nessa obra. Nem mesmo a solução para os milhares de carros amontoados ao longo dos meios-fios da Esplanada. O que nos perguntamos é se isso é absolutamente necessário, se é a única e derradeira solução. Temos certeza que as respostas são NÃO. Temos exemplos aos montes que apontam no sentido dessa PPP da Esplanada ser um erro dos maiores que já ocorreram na cidade. Em torno dos Shopping Centers com suas caríssimas garagens pagas o caos se instala ao longo dos meios-fios. Criar garagens e alargar vias não é solução para o trânsito. O GDF discursa conforme as conveniências, o transporte público tem que ser estimulado ao se assinarem contratos como os do VLT, o transporte particular precisa de conforto e opção para estacionar no caso do contrato Complexo Sub Esplanada. Não há convicções no GDF. Lamentável!

  9. Com a construção desse estacionamento, aumentando a capacidade de receber carros na Esplanada, o qu vai acontecer nas vias de acesso? Vão diminuir ou aumentar os congestionamentos?

    • Miopia pura José N. E cobrando-se o que se cobra nas garagens privadas, ainda mais para bancar uma obra nababesca como essa, os usuários continuarão largando os carros ao longo dos meios-fios. E se os carros interferem tanto na paisagem e impactam essa região da área tombada, porque o GDF autoriza qualquer tipo de evento na Esplanada enchendo-a com lonas, barracas e banheiros quase que semanalmente? É muita incoerência, é muito oportunismo!

  10. Pingback: Arquitetura em Sorocaba - Arquiteta Urbanismo em Brasília – Transporte Público | Aline Muzel

  11. Delirio!desrespeitar o PP de LC é mais uma atitude irresponsavel,forjada por gente carente de educação,cultura e compromisso; detratores incompetentes de Brasilia,mostram-se ávidos especuladores a serviço de industrias subdesenvolvidas de interesses mobiliários,da construção civil e do capitalismo irracional.Projeto megalomániaco é somente mais uma das muitas consequencias da desmobilização do do Plano urbanistico e arquitetonico da capital do país:do abandono do Parque da Cidade ao descaso burrissimo para projetar o setor Noroeste,do descompromisso com a implantação das unidades de vizinhança,da ocupação inadequada do do Congresso Nacional desvirtuando a vocação de ”palácio”, disputando espaço indevidamente com institucões bancarias e escritórios politicos ,da falta de manutenção e restauração das edificações,,do abandono de museus e espaços culturais ,da ocupação irregular e privatizada do lago Paranoá ;.Agora esse estacionamento no coração e principal centro histórico/civico do Brasil. Clara demonstração do conhecido atraso educativo,cultural e histórico dos politicos oportunistas e de nossa gente que por falta desses atributos acaba por permitir esses absurdos..
    O Distrito Federal e sobre tudo Brasilia não podem estar sujeitos a administração politica.Gestores capacitados,especialistas em patrimonio cultural-artistico-arquitetonico-histórico-pedagogico,devem estar a frente dessa administração.Brasilia deve ser equiparada as cidades como Roma,Meca,Jerusalem,são bens da humanidade,que tal ”ladrilhar”o muro das lamentações para atualizar o vínculo com o nosso passado?

  12. Foi esse o grande erro para o DF.,A reprentação politica se configurava na figura de um prefeito que administrava a sede do poder nacional que deveria estar em harmonia com o governo central.que por usas carceteristicas comum de unidade com união resguargando seu direitos e deveres com a concidalização da patria adiministrava em harnomia com a união por tanto recebias verbas para ;educação ,segurança puplica e saude para inclisive se constiuir como capital de todos brasileiros foi assim no Rio. Tambem em Brasilia em que uma comissão do Senado Fereral regia brasilia com muita resposabilidades.,;como a implamentaçao da camara legislativa de cara caimos um buraco de asneiras,os deputados para agradar suas base eleitorais propunha toda sorte de verdadeira idiotices para um Plano tão unico e original;logo vieram as proposta de ocupar ros vazios das suprer quadras com treilres de chaveiros costureiras e toda sorte de demandas,não quero aqui desmerecer de forma alguna,as atitudes da democracia ,mas imposivel não lembra o governador bionico que percebenbo aqui a vilolencia da especulação imobiliaria;criou Parque Rogerio Pithon Farias,se não fosse isso o setor sudoete tinha engolido ”VERDE QUE TI QUERO VIREDE”Brasilia ficaria muito adençada sem lugar para o bulolico já tão ameaçado.como solução so posso pensar em tirar E MANDAR ESSE POLITICOS PARA O FINFERNO.

  13. Concordo com os comentários do Jaime e da Maria Elisa Costa! Acho que já deu tempo suficiente para perceber que os pseudogestores, os pseudopolíticos de Brasília, não tem a mínima capacidade para cuidar desta nossa cidade, que é a Capital Federal. Faço minhas as palavras da Maria Elisa: Cadê a Presidência da República?? Por favor, Esfera Federal, olhe por esta cidade! Olhe pelo Distrito FEDERAL, que é a tua casa!! Chega dessa Câmara Legislativa!!!

  14. Tudo que vier desse Governo do Agnelo é suspeito. Soluções simples não interessam porque não envolvem grandes somas de recursos públicos. Imaginem o Shopping Esplanada com um imenso elefante branco submerso no gramado cheio de vagas caríssimas e os carros nos mesmos lugares que ocupam hoje.

    • Prezado Roberto, você entendeu direitinho o cenário pós-ocupação dessa trapalhada do Agnelo. As notícias são que os preços cobrados serão os de mercado. Imagina se os servidores da Esplanada tem condições de pagar 5 reais a hora todo dia?? Um absurdo! Os carros continuarão onde estão!

  15. Claro que além de mais uma vez os governantes deturparem o plano urbanístico concebido por Lúcio Costa, este estacionamento não vai resolver nada, pois com certeza serão cobrados preços aviltantes, e as vias N1 e S1 permanecerão lotadas
    de carros nas suas laterais. Que tal dotar o estacionamento já existente do Mané Garrincha de segurança e transporte decente, desafogando assim a Esplanada?

  16. Só vai conseguir estacionar lá quem é servidor do Senado ou da Câmara (para poder arcar com o estacionamento no preço de shopping) … Mas esses nem precisam, pq eles tem estacionamento e ônibus gratuito! Vamos fazer umas contas básicas. Um servidor (comum) de um ministério ganha por volta de 3 a 7 mil… Trabalhando 5 dias por semana, 8 horas por dia, dá 360 reais por mês de estacionamento! (Com base no estacionamento do Pátio. 6 reais pelas duas primeiras horas e depois 2 reais/h. Custaria 18 por dia – Com base no estacionamento do Park Shopping, apesar da maneira de cálculo ser diferente, o valor dá o mesmo.) 360 é o inglês do filho, a academia… Quem vai gastar isso com estacionamento???

    • Prezada Patricia,
      Além de toda a reflexão sobre esse projeto ser equivocado e não resolver o problema em sim mas somente maquiar as consequências dele, também há esse fato. A PPP que explorará as garagens cobrará preços de mercado e é muito provável que todos continuarão estacionando seus carros fora desse complexo faraônico de garagens. Está tudo errado!

  17. Qual a posição do Ministério Público em relação a isso? E além dessas petições o que mais podemos fazer?

    Tudo isso é um absurdo! E isso não vai resolver problema de transporte nenhum, só vai incentivar as pessoas a colocarem mais carros nas ruas e, em pouco tempo, teremos tanto esse estacionamento subterrâneo como as ruas lotadas, engarrafamentos quilométricos, meio ambiente comprometido e mobilidade urbana zero…

    • Prezado (a),
      Não sabemos ainda qual é o posicionamento do MP mas pretendemos levar essa questão para análise. Além das petições o que pode ser feito é compartilhar muito, espalhar a indignação e a reprovação da população, para que o GDF tenha consciência que decisões importantes como essa não pode ser tomada em gabinetes de costas para a população. Concordamos que esse projeto é um absurdo, não resolve o problema, simplesmente “enxuga gelo” e “empurra pra debaixo do tapete” o problema do excesso de carros na Esplanada. Isso tem que chegar aos jornais e à mídia oficial porque há muitos interesses em jogo e o investimento do GDF na mídia é enorme.

  18. É tola a ideia de projetar um estacionamento subterrâneo na esplanada. Em vez de solucionar um problema estaria criando um ainda maior, esse projeto resultaria num enorme estímulo para que as pessoas utilizassem mais o seus veículos automotivos e menos os transportes públicos, o que iria agravar mais ainda o problema dos engarrafamentos. Afinal de contas são mais de três mil vagas, isso resultaria em bem mais de três mil carros…

    Só vejo malefícios com esse projeto: mais engarrafamento, mais tempo perdido, mais veículos nas ruas, entre outros.

    Uma boa solução para o problema do transporte em brasília seria investir em transportes públicos – nos ônibus, no metrô – e não incentivar o uso de veículos próprios. É muito comum se vê medidas do governo para facilitar a aquisição de carros, é o governo interferindo no domínio econômico através de suas prerrogativas, seja por meio de financiamento facilitado, taxa de juros baixa, parcelas acessíveis etc.

    Você vai na rua e olha para o transito, o que você vê? Você vê uma pessoa em cada carro, em sua grande maioria. Exitem famílias que tem mais carros do que pessoas na casa, as vezes até vão para o mesmo lugar, mas cada um em um carro diferente.

    Não bastaria o governo melhorar o nosso sistema de transporte público, as pessoas também tem que se conscientizar das atitudes que estão tomando. Não é toa quem em vários estados as pessoas estão fazendo manifestações para melhorias no transporte público… e o que o governo faz? Quer aumentar a passagem kkkkkkk realmente precisamos dessa reforma política!

    • Prezado Vladimir, o momento é propício para repensarmos o transporte e a mobilidade na cidade. E exigir uma postura séria e responsável dos governantes e refletir sobre nossas responsabilidades nesse processo. É um assunto que interfere na vida de todos e na qualidade do próprio espaço urbano. Esse projeto do GDF é definitivamente equivocado, mas está em curso, as empresas estão contratadas e trabalhando e, se nada for feito, se não houver pressão da população, em breve a obra começará.

  19. Pingback: A gente não quer estacionamento subterrâneo na Esplanada | quadrado

  20. Pingback: A gente não quer estacionamento subterrâneo na Esplanada | Brasília por Chico Sant'Anna

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